Puerpério: A dolorosa verdade e o sofrimento calado das mães!

loremipsum // 12 de junho de 2019

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Olá querida mãe que está passando por aqui! Espero que estejam bem! Meu nome é Fernanda. Eu sou aquela que desde à adolescência, sonhava em ser mãe! Que sempre amou criança, que ajudava na escolinha dos pequenos na igreja. Que quase fez o marido – na época, namorado – sair correndo achando que eu era maluca, quando apareci na casa dele com uma roupinha de bebê em plenos primeiros meses de namoro (juro que a justificativa era boa: roupinha linda e uma super promoção hahaha).

Mas eu também sou aquela que nunca sentiu falta do barrigão de grávida, que não conversou com a barriga durante a gravidez e também aquela que ficou em estado de choque quando a filha nasceu. Sabe aquele amor incondicional e inexplicável que as mães sentem (ou dizem sentir) quando seguram o seu bebê pela primeira vez? Eu não senti! Eu chorava nas madrugadas enquanto amamentava, porque queria dormir. Eu chorava quando ela cochilava 1 hora por dia nos primeiros meses de vida e não horas e horas à fio como me diziam que todo o bebê fazia (isso mesmo, você  não entendeu errado. Ela tinha um mês de vida e entre 5 da manha e 11 da noite, quando dormia uma hora, era muito!!).

E eu tinha vergonha de falar sobre isso, porque as críticas viriam. E os julgamentos também! Foi então que, inconformada com esse sentimento, fui atrás de informações e descobri o tal do Puerpério, e quão duro ele pode ser com algumas mulheres. E sim, ele me pegou de jeito, em cheio, com tudo! Chegou e me arrastou. Me afundou! Acredito que trouxe junto, uma depressão pós parto, mas não procurei ajuda, não queria admitir!

Como uma pessoa como eu, que sempre quis ter filhos, uma pessoa alegre, tão agitada como sempre fui, poderia cair na armadilha dessa tal de depressão? Não, eu não! Acredito que muitas mães sentem isso mas não “podem” falar, afinal, mães foram feitas pra amar, pra viver a maternidade 100% do tempo, pra não sentir falta de nada que não envolva os filhos. E é feio admitir o contrário. Mas enquanto não podemos falar como realmente nos sentimos, a angústia só aumenta! E s solidão também!

Graças à Deus essa fase passa. Mas pra quem está vivendo isso, parece durar uma eternidade. Mas querida amiga, fique tranquila, porque sim, passa mesmo! E você não está sozinha! Quantas mães, como eu, choram sozinhas na escuridão da noite! Mães que algum dia, em algum momento ou alguns segundos que seja, já se sentiram culpadas, arrependidas, tristes, com saudade de quando podiam dormir até a hora que bem quisessem, ou que amavam não ter uma rotina ou obrigações à cumprir no final de semana.

Acho tão injusto mães viverem com essa pressão, com essa cobrança de uma perfeição que não existe e nunca vai existir! E toda essa fusão de sentimentos só contribuem pra nos impedir de sermos o melhor que podemos, de sermos a melhor mãe que poderíamos ser.

É muito importante que vocês saibam que não estão sozinhas, não são as únicas! Que tudo isso acontece com muitas mães. E sabe qual é a boa notícia? É que sim, existe esperança de sobreviver à esse turbilhão de sentimentos! Existem meios de passar por esse momento da vida de uma forma mais leve, sem culpa, sabendo que você tem potencial pra buscar o melhor de si pra lidar com as dificuldades diárias da maternidade.

Desejo que vocês possam encontrar no seu interior, a força que precisam pra enfrentar essa caminhada surpreendente que é a maternidade! Bora fazer essa viagem juntas? Te espero no próximo mês, pra fazermos nossa primeira parada rumo à maternidade perfeitamente imperfeita!

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