A MELHOR RESPOSTA QUEM TEM É VOCÊ!!
Oi meninas, tudo bem? Aqui estamos nós de novo, pra conversar um pouquinho mais sobre os dilemas da maternidade. No mês passado contei pra vocês um pouquinho da minha experiência pós parto. De como eu sempre quis ter filhos e como fui surpreendida por não ter tido todos aqueles sentimentos maravilhosos que esperam que todas as mães tenham. E por esse motivo e muitos outros, meu puerpério foi muito difícil, chegando provavelmente a virar uma depressão pós parto. Eu espero, querida mãe que está aqui, que se você passou, ou passa por isso, você tenha se sentido acolhida e abraçada pelas minhas palavras, pela minha história. Posso dizer à vocês que hoje, quando lembro do que passou, ainda me dói um pouco. Dói porque eu não tinha o conhecimento que tenho hoje. Não dói mais por mim, porque graças a Deus tudo passa, mas dói por todas as mulheres que passam por isso. Tudo poderia ser muito diferente se as pessoas falassem mais. Se outras mães conversassem mais sobre as suas dificuldades. Se contassem que amamentar pode doer muito. Ou que a falta de descanso pode transformar o humor de uma mulher rsrs.
E aí entra a internet, pra nos “ajudar” com muitas das nossas dúvidas, ja que existe pouco diálogo honesto de mãe pra mãe. Vivemos em um mundo onde o excesso de informação nos confunde, não sabemos mais o que queremos ou o que precisamos. Muitas vezes esquecemos quem somos!
As redes sociais são ótimas, se bem usadas. Bom local pra buscarmos idéias, dicas disso ou daquilo. Mas acabamos caindo na armadilha da comparação. Acompanhamos a vida de tanta gente através do Instagram e Facebook. Vidas aparentemente “perfeitas”. Ok, perfeição não existe, todas nós sabemos. Mas fica difícil lembrar disso quando nos damos conta do caos que estamos vivendo, da bagunça da casa, dos dentes que não são escovados o dia inteiro e do cabelo que prendemos quando acordamos e assim ele fica até a hora de dormir. Ficamos nos comparando o tempo inteiro. Nos comparando com outras mães, comparando nossos filhos, a nossa famiíia!
Lamentamos por não ter a vida da Fulana, por não saber fazer o que outras mães fazem, por não ter a paciência daquela amiga, a criatividade da outra, e assim vai. Mal sabemos nós que muitas dessas mães que acompanhamos, e que, sem maldade nenhuma, muitas vezes invejamos, vivem a mesma realidade que nós, só que em silêncio. É muito mais fácil tornarmos públicas a calmaria e não a tempestade.
Há alguns dias ouvi uma frase que me marcou: “Somos uma bela geração de fotos sorridentes e travesseiros encharcados”. 
E me dei conta que eu também ja fiz isso. Ja postei foto romântica com o marido em alguma viagem, com uma paisagem maravilhosa, mas tínhamos acabado de ter uma super discussão. Ja postei foto da minha filha, falando o quão sou realizada em ser sua mãe, mas minutos antes tinha perdido a paciência e gritado com ela.

Minha amiga, entenda que não somos perfeitas. Ninguém é. Nossa vida é feita de alegrias e tristezas. De vitorias e derrotas. E na maternidade não é diferente. É uma luta diária. Luta contra birras, luta contra a correria, luta contra o nosso próprio sono, luta contra a impaciência. Por favor não se compare. Não mude de ideia somente porque alguém pensa ou faz diferente. Cada uma de nós tem uma realidade. O que funciona pra mim, não funciona pra você. Não existe certo ou errado. Existe o que da certo pra você, pra sua família. Quando você não tiver a resposta que procura, não esqueça que ninguém é melhor do que você mesma pra encontrar as soluções que precisa, olhe sempre dentro de você, tenho certeza que você conseguirá sempre buscar o melhor caminho e dessa forma, ser a melhor mãe que você poderia ser!

escrito por (1)

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Olá querida mãe que está passando por aqui! Espero que estejam bem! Meu nome é Fernanda. Eu sou aquela que desde à adolescência, sonhava em ser mãe! Que sempre amou criança, que ajudava na escolinha dos pequenos na igreja. Que quase fez o marido – na época, namorado – sair correndo achando que eu era maluca, quando apareci na casa dele com uma roupinha de bebê em plenos primeiros meses de namoro (juro que a justificativa era boa: roupinha linda e uma super promoção hahaha).

Mas eu também sou aquela que nunca sentiu falta do barrigão de grávida, que não conversou com a barriga durante a gravidez e também aquela que ficou em estado de choque quando a filha nasceu. Sabe aquele amor incondicional e inexplicável que as mães sentem (ou dizem sentir) quando seguram o seu bebê pela primeira vez? Eu não senti! Eu chorava nas madrugadas enquanto amamentava, porque queria dormir. Eu chorava quando ela cochilava 1 hora por dia nos primeiros meses de vida e não horas e horas à fio como me diziam que todo o bebê fazia (isso mesmo, você  não entendeu errado. Ela tinha um mês de vida e entre 5 da manha e 11 da noite, quando dormia uma hora, era muito!!).

E eu tinha vergonha de falar sobre isso, porque as críticas viriam. E os julgamentos também! Foi então que, inconformada com esse sentimento, fui atrás de informações e descobri o tal do Puerpério, e quão duro ele pode ser com algumas mulheres. E sim, ele me pegou de jeito, em cheio, com tudo! Chegou e me arrastou. Me afundou! Acredito que trouxe junto, uma depressão pós parto, mas não procurei ajuda, não queria admitir!

Como uma pessoa como eu, que sempre quis ter filhos, uma pessoa alegre, tão agitada como sempre fui, poderia cair na armadilha dessa tal de depressão? Não, eu não! Acredito que muitas mães sentem isso mas não “podem” falar, afinal, mães foram feitas pra amar, pra viver a maternidade 100% do tempo, pra não sentir falta de nada que não envolva os filhos. E é feio admitir o contrário. Mas enquanto não podemos falar como realmente nos sentimos, a angústia só aumenta! E s solidão também!

Graças à Deus essa fase passa. Mas pra quem está vivendo isso, parece durar uma eternidade. Mas querida amiga, fique tranquila, porque sim, passa mesmo! E você não está sozinha! Quantas mães, como eu, choram sozinhas na escuridão da noite! Mães que algum dia, em algum momento ou alguns segundos que seja, já se sentiram culpadas, arrependidas, tristes, com saudade de quando podiam dormir até a hora que bem quisessem, ou que amavam não ter uma rotina ou obrigações à cumprir no final de semana.

Acho tão injusto mães viverem com essa pressão, com essa cobrança de uma perfeição que não existe e nunca vai existir! E toda essa fusão de sentimentos só contribuem pra nos impedir de sermos o melhor que podemos, de sermos a melhor mãe que poderíamos ser.

É muito importante que vocês saibam que não estão sozinhas, não são as únicas! Que tudo isso acontece com muitas mães. E sabe qual é a boa notícia? É que sim, existe esperança de sobreviver à esse turbilhão de sentimentos! Existem meios de passar por esse momento da vida de uma forma mais leve, sem culpa, sabendo que você tem potencial pra buscar o melhor de si pra lidar com as dificuldades diárias da maternidade.

Desejo que vocês possam encontrar no seu interior, a força que precisam pra enfrentar essa caminhada surpreendente que é a maternidade! Bora fazer essa viagem juntas? Te espero no próximo mês, pra fazermos nossa primeira parada rumo à maternidade perfeitamente imperfeita!

escrito por (1)

O dia está cinza, os passarinhos estão cantando e eu acabei de abrir os meus olhos de uma noite cheia de trocas de posições, já que o quadril do final da gestação está me matando e não me deixa ficar em uma única posição.

O primeiro pensamento foi o mesmo dos últimos dias “eu não acredito que não estou no hospital, que minha bolsa não estourou no meio da noite…”. Este tem sido os pensamentos das últimas manhãs, mas este veio com um sentimento imenso de levantar, trocar de roupa e sair andando pelas ruas para sentir um pouco o vento, ouvir os passarinhos mais de perto e sair do sufoco que minha cama parecia estar me causando.

Não fui, não fiz nada disso! Levantei e conscientemente me dei o direito de terminar meu pacote de bolacha Passatempo, mesmo sabendo que o açúcar me faz mal. Sentei no sofá, tentando fazer o menor barulho possível para que a Valentina não ativasse seu sinal “mamãe acordou”e eu conseguisse pelo menos tentar ajustar meus pensamentos. Foi em vão! Em poucos minutos a porta da sala se abriu e aquele serzinho todo descabelado já estava ao meu lado pronunciando sua frase preferida “Mamãe, estou com fome”.

Levantei, fiz o café da manhã dela e comecei a pensar o que eu poderia fazer para não deixar meus pensamentos irem mito distante. Lavei a louça, pensando que a possibilidade de ela não chegar até a minha mãe embarcar para o Brasil estava crescendo. Varri o chão da cozinha, pensando que a sensação agora era de que eu tinha mais uns 5 meses de gestação pela frente, já que um nascimento prematuro tinha sido considerado e agora com quase 40 semanas, ela não vinha. Arrumei as camas, assisti um relato de parto que não me agradou, organizei a sala e continuava pensando e pensando.

Olhei para o computador e senti a necessidade de entrar aqui, depois de um ano e escrever. A ideia não era essa! A ideia era recomeçar o blog com um lindo post sobre o nascimento de dona Isabella, mas quem se importa em esperar se a necessidade de se expressar vem agora?

Os dias que antecedem a chegada de uma vida pode de fato ser emocionalmente desgastante. Neste meu momento eu me divido em muitos pensamentos! Eu me divido em querer que ela venha logo e em querer que ela chegue apenas quando for o tempo dela. Mas e se o tempo dela não estiver de acordo com o voo já comprado de volta para o Brasil da minha mãe? Ah neste caso eu agradeço muito porque a minha mãe nem viria nos visitar nesta época e chegou nas semanas certinhas de férias da Tina. Eu agradeço porque ela está me ajudando com a casa, com a Tina, com a comida, com a roupa e com o emocional de ter a mãe por perto.

Mas eu queria tanto que ela estivesse aqui pelo menos nas duas primeiras semanas da Isabella. Ah é verdade, eu logo lembro, não tem mais duas semanas! Temos apenas uma, para ela ao menos conseguir conhecer a Isabella. Mas tudo bem, minha racionalidade me lembra, ao menos ela está aqui e vai conseguir ver ela nascer. Mas e se não der tempo? Tudo bem porque o que importa é que ela está aqui agora…

E assim eu sigo em um looping de pensamentos malucos de agradecimentos, choros, vontade de coisas que não estão no meu controle e por aí vai!

A conclusão final, que na verdade nem é final já que o até o final do dia minha cabeça vai passar por muitas outras conclusões, é que eu confio “no Senhor e o mais Ele fará” mas que meu lado humano precisa passar e sentir por tudo isso, mesmo confiando em Deus.

A ideia de que quem confia em Deus não sofre, não me agrada e é enganosa! Você confia, chora e se sente abraçada. E isto só prova que somos humanos!

Assim eu termino meu primeiro post depois de um ano sem escrever por aqui, sem fim, sem conclusão e ainda com as ideias bem misturadas aqui na cabeça! 😀

Um beijo

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Hei!!! Você já se inscreveu lá no MEU CANAL no Youtube?
Corre lá faz favorzinho :) ?

A Tina ensinou comeu uma receita muuuito fácil, rápida e gostosa de um biscoito de banana sem açúcar e completamente natural.

E o mais legal é que quem tem filhos pode fazer junto, eles amam participar das atividades com os pais.

Um beijo grande!!!

Olááááá meninas e meninos (na esperança que eles também leiam…rsrs). Em continuação a série sobre comportamento infantil, hoje conversaremos sobre a tão assustadora BIRRA!!!! Aonde quer que exista criança, lá estará ela, desde o filho do lorde inglês até o pequenino morador do sertão nordestino todos são candidatos à se jogarem no chão, darem show no mercado ou berrarem em lugares públicos (principalmente) depois de terem ouvido um NÃO ou diante de fatos do dia-a-dia como o pai não comprar o brinquedo desejado ou o doce que eles tanto queriam.

Vamos entender um pouquinho como esse fenômeno, muitas vezes, ASSUSTADOR acontece.

Uma parte do cérebro (emocional) é responsável pela estrutura que desperta emoções fortes, como raiva, medo e estresse associado à separação. Já a parte (racional) conduz o pensamento racional, a capacidade de solucionar problemas, criatividade e imaginação, composta pelos lobos frontais que só alcançam maturidade plena por volta dos 25 anos de idade. “É uma das últimas partes do cérebro a se desenvolver, e permanece em constante construção durante os primeiros anos da vida”, diz o pediatra e psiquiatra americano Daniel Siegel. Logo, tomar decisões equilibradas, ter controle emocional e capacidade de prever as consequências de seus atos, são comportamentos quase impossíveis para as crianças, afinal isso dependeria de uma fatia do cérebro que AINDA está em formação.

Uma crise de birra significa que um dos três alarmes foram acionados no cérebro: raiva, medo ou temor da separação. Neste momento ocorre um bloqueio entre as partes emocional e racional do cérebro, como se um portãozinho fosse fechado impedindo essa conexão. Então, além de estarem em desenvolvimento, ainda se tornam inacessíveis para as crianças no momento da birra.

E agora, talvez você esteja se perguntando: então quer dizer que as birras vão acontecer mesmo e não tem o que fazer? CALMA, em geral as birras vão sim acontecer (algumas podem ser evitadas) mas devem ser controladas. Já que as estruturas cerebrais não dão conta (neste momento) de solucionar o problema, a mamãe, o papai ou o cuidador que estiver presente no momento da birra pode SIM dar uma forcinha para o pequenino. Dar um abraço, ter empatia na expressão facial e um tom de voz carinhoso será de grande conforto para a criança, tentar traduzir em palavras o que ela está sentindo também ajudará a minimizar o estresse do momento, você será facilitador das conexões neurológicas do cérebro. Proponha alternativas para resolver o problema,distrair a atenção da criança para outra coisa também é uma possibilidade. Argumentar e tentar explicar por que não pode, dificilmente surtirá bons resultados nesse momento (já que ela não tem condições de pensamentos lógicos).

Deixe claro para a criança os limites, mostre até onde ela pode ir. “Eu sei que você ficou chateado com seu amigo, mas não pode morder, dói!!!”

Uma outra dica valiosa para diminuir as birras é que os pais controlem a si mesmo também, segundo o neuropediatra Mauro Muzkat, da Unifesp, o estado emocional do papai e da mamãe atinge diretamente a criança, pois elas reproduzem desde as expressões até as sensações vividas dentro de casa. Essas dicas surtirão efeitos para o resto da vida dos pequenos.

E se depois de já ter tentado tudo isso e nada mais funciona: coloque o pequeno pra correr!!!!! Estou FALANDO SÉRIO. Atividade física pode alterar a química cerebral evitando que o estresse comande a situação. Uma outra maneira também de evitar a birra é levar em conta e respeitar os limites das crianças, compras durante horas, fome, não poder dormir quando estão com sono são prováveis ativadores de surtos de birra. Antes de sair de casa, se possível, explique para onde vão (caso você ache que episódios de birra possam acontecer), como o pequeno deve se comportar e quais as consequências positivas e negativas caso isso aconteça.

O fato de algumas crianças serem mais birrentas que outras está sim ligado à personalidade, mas também a reação dos pais influência e muito. A birra é uma tentativa de testar os pais e chamar atenção para que suas vontades sejam atendidas, logo, virar as costas e continuar o que estava fazendo é sem dúvidas uma maneira de frustrá-las. Se estiver em lugar público e isso não funcionar leve o pequeno para outro lugar (se possível para casa), porém se a criaturinha estiver fazendo algo para machucar os outros ou a si mesma interrompa imediatamente, diga “NÃO” com firmeza (por favoooorrrrr, não grite ou seja violento).

Para Içami Tiba “as crianças precisam passar pelo estresse de perder a segurança na hora da birra… se ela sentir insegura, MUDA”…. ohohohoh BELEZA

Queridas e queridos, um outro fator que também está relacionado com a birra diz respeito aos afetos e vínculos, mas isso é uma outra longa história que daria um post inteiro só sobre este fator!!!!!!

Aline Salgueiro
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Eu estou tão feliz com os frutos que o blog está gerando!!

É com muuuuuuito amor que eu apresento para vocês um destes frutos :). A partir de hoje, uma quarta por mês nós vamos ter a participação da Aline Salgueiro.

A Aline tem 28 anos, casada, psicóloga clínica e organizacional, mestrando em “família e gênero” pela Universidade de Lisboa – Portugal e vai nos ajudar com os assuntos mais técnicos da educação dos nossos pequenos.

Para começar nós faremos um série chamada Como colocar limites nos filhos, que vai nos ajudar a entender este mundo.

Agora é com ela 😀
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Então vamos lá, o que é personalidade? Trata-se de um conjunto de traços e características psicológicas que determinam os padrões do pensar, agir e sentir. Há uma organização dinâmica dos aspectos cognitivos (aprendizado, memória, percepção, pensamento…), afetivos, relacionais e biológicos de uma pessoa. Como diria minha vó, “trocando em miúdos” personalidade é a maneira como a criança (neste caso) se comporta em casa, na escola, no parque, na igreja e no meio social em geral, como demonstra afeto e usa sua cognição.

E como essa tal personalidade é formada? Ela se dá pela junção de dois fatores básicos: genética e meio social. Para determinada linha teórica da psicologia, os cinco primeiros anos são fundamentais na formação da personalidade, eu particularmente, gosto muito de uma escritora norte-americana que defende a tese da formação até os três anos.

Essa formação é construída na relação/influência com os pais, professores, coleguinhas da escola e por diversas influências sociais que a criança tem contato. Logo, é nesta fase que há a necessidade de um cuidado e atenção maiores.

Repare (com bons olhos, por favor…rsrsrs) nas crianças do seu convívio (de até 3 anos) e me diga se estas criaturinhas já não tem a estrutura de sua personalidade formada, se já não sabem bem o que querem e expressam isso claramente (isso quando não tentam impor aos pais), dizem o que gostam ou deixam de gostar e quando menos esperamos se comportam de maneiras que nos deixam de “boca aberta”.

O que muito tenho visto, enquanto psicóloga, são pais subestimando a capacidade de seus filhos, PRINCIPALMENTE, enquanto são crianças. Os pequeninos têm uma capacidade muiiitoooo além do que imaginamos. Um serzinho de 1 ou 2 anos tem SIM o poder de manipular um adulto de 30. Primeiro, eles já começam com vantagem pelo fato de os pais acharem que ele é totalmente indefeso e inocente e jamais terão segundas intenções, mas eu tenho que te dizer e preciso que você acredite, desde quando eles vêm ao mundo já exercem a intenção de nos manipular e conseguirem o que desejam, e quando descobrem uma tática que funciona, aíprooooonto, querem mesmo tomar conta do pedaço.

E em segundo lugar, vivemos em uma era totalmente tecnológica e com muitos avanços, onde as crianças têm recebido estímulos visuais, auditivos e tantos outros com uma velocidade assustadora. Isso tudo, sem dúvida alguma, tem influenciado a personalidade de todos nós e principalmente das crianças (já que estão em processo de constante aprendizado). Hoje, os pequeninos observam tudo ao redor sem perder um movimento, guardam informações precisas e parece que na hora H soltam e muitas vezes nos deixando de “saia justa”, isso quando não as processam e formam suas próprias ideias (que até arregalamos os olhos com o que ouvimos…rsrs)

Querem ver?Se você acostumar seu bebê a sempre dormir na sua cama (e aqui não estou condenando casos de real necessidade), a primeira vez que você quiser que ele durma no berço e o colocar lá, qual vai ser a reação do pequenino? E aí eu te pergunto, por que ele chora se não está com fome, nem com frio e muito menos com a fralda suja? A resposta é simples: ele aprendeu o que é bom e está tentando (com o choro, por ser um recurso que ele tem) conseguir o que quer e tanto deseja, estar pertinho da mamãe e do papai!!!!!! Entendeu?

E por aí vai, as crianças vão criando recursos (na tentativa do erro e acerto, o que funciona e o que não funciona), para conseguir o que querem. Esse é um dos motivos que muitos, mesmo depois de crescidos, continuam fazendo a tão pavorosa BIRRRAAAAA. Afinal, aprenderam que com ela conseguem o que querem.

Como eu sempre digo, ser humano e comportamento não tem “receita de bolo”… cada um é composto por suas complexidades (Ufaaa… e que bom que é assim), mas existem sim caminhos e nortes que juntas(os) podemos traçar. Espero ter contribuído um pouquinho para que você tenha uma luz sobre o assunto personalidade. E um recadinho que deixo é: observe seu filho e/ou filha, tente olhar para estes sem ideias pré-concebidas, pois assim você terá mais facilidade para compreendê-lo (atender como o pequeno “funciona”) à partir daí buscar recursos (internos ou não) para uma educação ASSERTIVA.

Se PUDER deixe seu recadinho aqui embaixo pra gente, dizendo se concorda ou não com o que foi “dito” e nos conte suas experiências da maternidade (ou até mesmo como tia, avó, amiga etc….) vamos adorar receber seu comentário.

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Poucos sabem, mas é mais comum do que se imagina crianças de 1 a 5 anos terem anemia. Isso acontece porque o desenvolvimento deles é muito rápido nesta fase e o corpo pede mais ferro do que normal.

Somos vegetarianos e por isso a minha “preocupação” com a Tina era ainda maior. Eu fui à uma nutricionista vegetariana que me deu muitas dicas para ajudar a prevenir a anemia durante esta fase de super crescimento.

No vídeo de hoje eu ensino a fazer um suco super fácil, prático e realmente gostoso para ajudar a prevenir a anemia. Você pode fazer  variações do suco e usar a sua imaginação.

Ingredientes:
500ml de suco de laranja
1 cenoura picada
Espinafre na quantidade que te agrade 😉

Misture tudo no liquidificador e depois é só você sentar e tomar junto com o seu filhote 😀

Aproveite para me dizer se você faz algum suco diferente por aí e compartilhar esta informação com suas amigas mamães.

Um beijo grande!

Oi minha geeeente!

Algumas de vocês escreveram pedindo para eu falar um pouco mais sobre a língua de sinais para bebês e aqui estou eu para falar sobre este assunto que eu me apaixonei.

A língua de sinais para bebês ajuda a diminuir a frustração entre o bebê e mamãe. Isso porque os bebês querem expressar suas vontades bem antes de conseguirem falar, mas não conseguem então acabam chorando. Agora me diz que mãe não fica frustada com tanto choro e sem saber exatamente o que fazer?!

Se você parar para pensar, antes mesmo do seu filho falar a primeira palavra ele já é capaz de dar tchau, mandar um beijinho, chamar alguém com as mãozinhas etc. Isso significa que ele pode se comunicar por sinais e não precisa aprender a falar para isso!

Eu descobri os sinais para bebês no canal da Flavia Calina e depois comecei a procurar e entender mais sobre o assunto para fazer com a Tina, na época ela tinha uns 2 ou 3 meses.

Então vamos a parte prática que é o que importa e é o que vocês realmente querem saber rs… Quando a Tina estava com 5-6 meses eu comecei a ensinar 3 sinais: comer, dormir e mais (quando ela queria mais comida, mais brincadeira etc). Então toda vez que ela ia comer eu falava “filha vamos comer” e fazia junto o sinal de comer. Quando eu ia dar mais um colherzinha de comida eu perguntava “filha você quer mais?”  e fazia o sinal de mais junto e assim também eu com o dormir.

Quando ela fez 7 meses ela fez o primeiro sinal, que foi o mais. MEU SENHOR DO CÉU!!!! Eu parecia uma criança comemorando de felicidade e tendo a certeza que estava funcionando, foi incrível! Toda vez que ela aprendia um sinal eu inseria outro e assim por diante.

Era simplesmente mágico ver ela fazendo um sinal sem chorar, pedindo água no meio da noite sem chorar, fazendo tudo ser mais tranquilo e prazeroso. Eu tinha vontade de chorar de orgulho e de felicidade, hahahaha você está me chamando de idiota agora, I know!

Como você acaba falando mais as palavras junto com os sinais a probabilidade de a criança falar mais rápido também é grande, foi o caso da Tina. Hoje ela fala bastante, deixou de fazer alguns sinais e outro mesmo já falando ela ainda faz o sinal como é o caso, por exemplo, do por favor.

Os sinais são bem fáceis e você pode encontrar material na internet, pode comprar o livro Sinais ou pode simplesmente criar o seu sinal com o seu bebê. O importante é que você seja consistente e use sempre os mesmos sinais! Eu voltei a trabalhar bem na época que comecei a inserir os sinais e a minha mãe achava que o sinal de comer era um, mas na verdade era outra. No final das contas a Tina ficou com o sinal da minha mãe e tudo bem porque o mais improtante era conseguirmos nos entender.

Não esqueça de compartilhar com as amigas, esta é uma informação bastante importante e talvez tenha uma mamis por aí maluca só precisando saber disso hahahaha

A tina vai mostrar como funciona rs… desculpe a qualidade, eu gravei bem rapidinho aqui em casa e ela está um pouco dispersa, mas é apenas para você ter uma noção de que funciona sim!

É importante lembrar que estes sinais não são como os de LIBRA, eles são específicos para bebês.

Eu espero ter sido clara rs…
Ficou alguma dúvida?
Me pergunta que eu respondo com o maior prazer!

Quem é mãe e tem pavor da introdução alimentar levanta a mããããoooooo!!!

O momento da introdução alimentar é estranho, no começo ficamos super empolgadas para começar e depois que começa nos perguntamos se existe qualquer possibilidade desse treco dar certo.

Nos nossos sonhos o nosso bebezinho vai comer uma banana inteira amassada, sorrindo com carinha de quero mais, vai comer a papinha salgada batendo palminhas numa troca de sorrisos que só acabam quando ele tiver com a barriguinha cheia. Mas a realidade está bem, bem e bem longe disso tudo! A maioria das mamães tem algum tipo de problema com a introdução alimentar e acaba entrando em pânico e ouvindo lá no fundo da mente o pediatra dizendo que o leite do peito não vai mais sustentar o bebê.

Comigo não foi diferente este começo e eu, claro, fui pesquisar melhor e achar formas de fazer este momento ser mais agradável, leve e divertido. E aí que de tudo o que eu li entendi que na verdade dos 6 meses de idade até 1 ano o leite e a introdução alimentar precisam caminhar juntas e que o leite pode sim continuar sendo oferecido em grande quantidade.

Se pensarmos é bem obvio porque como é possível um bebê que nunca experimentou nada, sair comendo tudo e substituir quase que 100% do alimento que ele comeu durante toda a sua longa vida de 6 meses? Hei, mamãe que teve este momento mágico sem problema… #inveja !

Eu não tive tantos problemas assim, mas eu acho que só fiquei tranquila quando eu entendi que as coisas poderiam ir devagar e no tempo da Tina. Um alimento de cada vez, com tempo para ela se acostumar e sem me cobrar que ela não estava almoçando ainda e assim por diante.

Eu vou dividir aqui o que fiz e achei que foi sucesso total, mas por favor lembre-se que cada criança tem suas peculiaridades e que as minhas dicas podem servir ou talvez seja necessário fazer algumas modificações de acordo com a sua realidade e a do seu bebê.

A Tina experimentou a sua primeira frutinha com 6 meses e eu optei por usar a famosa redinha (foto abaixo). A ideia foi aproveitar o momento do “quero colocar tudo na boca” e do “meu dentinho esta nascendo quero coçar”. Assim ela aproveitava para coçar a gengiva e ao mesmo tempo sentia um novo gosto.
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Eu fiquei por mais ou menos uma semana inserindo frutinhas, servia a mesma fruta por 3 dias seguidos e depois mudava. Esta parte foi sucesso total e eu quase que automaticamente pensei: Uhuuu isso vai ser muito fácil! Maaaaas, uma semana depois quando eu fui dar a primeira papinha salgada vei a grande desilusão, Ela não queria nem sequer uma colherzinha :( :( :(

Dei primeiro a batata, depois tentei batata doce e por fim cenoura com bata e aí veio desespero…. ELA VOMITOU!!!! Oi? Vomitou? Mas estava indo tão bem minha gente! Acontece que a paciência nesta fase precisa ser a nossa irmã gêmea e eu não desisti. Tirei a cenoura, porque esta não ia mesmo, e continuei com a batata e batata doce.
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Segui assim por mais uma semana e neste momento ela já estava gostando mais, mas não passava de duas colheres de papinha. Já com uns 7 meses eu percebi que ela estava comendo mais, mas que eu tinha que ter paciência e colocar para dentro tudo o que ela colocava para fora. Ela na verdade estava aprendendo a mastigar e engolir.

Nesta fase eu comecei a inserir a cada três dias um novo ingrediente, um item de cada grupo por vez até ter 4 grupos de alimentos em uma única refeição. Eu usei a tabela abaixo, tirando apenas a parte da carne pois somos vegetarianos.
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Quando ela estava com 8 meses eu inseri o método BLW (Baby-led Weaning) deixando ela pegar tudo com as próprias mãozinhas e aí sim… SUCESSO TOTAL!
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Hoje a Valentina come muito, muito bem mesmo e na verdade nem pode ser tida como referência porque ela come igual a gente grande e as vezes mais do que eu, mas isto é assunto para outro post porque me fez pirar e até passar em nutricionista rs…

E por aí? Como tem sido?
Algum tema em especial que vocês querem ler por aqui?

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E então afinal o que é e para que serve este Terrible Two?

O Terrible Two é na verdade uma fase de desenvolvimento em que o bebê começa a se entender por gente e quer testar todos as limite, tomar decisões etc. Ela pode começar já com  1 ano e meio até os 3 anos de idade.

Se eu for responder para o que serve esta fase apenas com os ânimos destruídos de uma mãe eu provavelmente seria tendenciosa. No caso não quero ser então prefiro ficar com a resposta soando e ecoando aqui na minha mente apenas 😉 Mas para o bebê é um momento importantíssimo, o momento em que ele está pronto para começar a enxergar limites e outras muitas coisas mais.

A Valentina sempre foi o bebê das vontades, quando ela nasceu se alguma coisa não estava bom ela reclamava sem dó. Frio? Ela reclamava! Calor? Ela reclamava! Fome? ela reclamava! Colo? Ela reclamava! Mas não era uma reclamação baixa, se é que vocês me entendem.

Quando ela descobriu que podia ver o mundo na posição sentada, nunca mais que ela queria ficar deitada (isso aos 2 para 3 meses) e eu tive que me render e pagar uma fortuna em um Bumbo para conseguir fazer alguma coisa na casa e da vida. E quando ela descobriu que uma pessoa podia ficar em pé então? Mas confesso que aos 10 meses, quando ela começou a andar, foi um alívio tremendo. Ela só queria ter liberdade para andar e descobrir as coisas por ela mesma.

Graças ao bom Deus eu descobri a linguagem de sinais para os bebês e já com 6 meses eu comecei a ensinar. Isso economizou em pelo menos metade das reclamações, já que ela sabia dizer perfeitamente se queria comer, dormir, água, tomar banho, pedir por favor, pedir mais e aí por diante.

Mas adivinha só o que aconteceu agora que ela entendeu que ela é um ser humano e que pode mesmo ter vontade?

Oi Terrible Two, eu não gostaria de lidar com você, mas já que não tem jeito peço apenas MUITA paciência.

Ela que já era reclamona por identidade própria, agora pede alguma coisa e quando vamos dar ela diz: Não! Espera chegar no limite do EU NÃO VOU FALAR DE NOVO SOBRE ISSO COM VOCÊ VALENTINA!

Como é difícil manter a paciência e lembrar que é neste momento que você consegue ensina muitas das coisas que a criança precisa para lidar com a maioria dos sentimentos que ela vai ter durante a vida.

Ela ainda não se jogou (Amém?!), não fez um show no mercado ou nada que fizesse as línguas julgadoras começarem a falar e destilar seus venenos de “perfeição”, que diga-se de passagem nenhuma criança vai ser… perfeita!

O que estou fazendo para lidar com isso? Tenho sido firme no que digo, se digo que ela vai ter uma consequência (que posso cumprir) se não obedecer ela realmente tem esta consequência. Dou as opções plausíveis para ela mesma escolher.

O negocio e saber que neste momento precisamos saber usar o “problema” a nosso favor e as vezes fazer com eles participem das decisões pode ser muito valido. Conversar e explicar para eles o que está acontecendo e o porque você não vai ou vai fazer alguma coisa faz muita diferença.

E por fim, ora a Deus minha filha porque só assim para ter a força para passar desta fase. 😉
E por aí? Quem mais passando por isso?
O que você tem fez ou tem feito?
Terrible Two - Tamires Heredia