De mãe para mãe, as vezes a gente pira

loremipsum // 18 de março de 2016

Eu estava aqui pensando e repassando na minha cabeça um monte de coisas. Na verdade nos últimos tempos eu tenho tido dificuldade de organizar as minhas ideias, o que para mim é uma tortura porque eu sou uma pessoa extremamente planejada. Não conseguir organizar minhas ideias e saber o que vem por aí me deixa maluca.

Por fim resolvi pensar em uma coisa que me desse um conforto mental. Por favor me digam que eu não sou louca e que vocês em algum momento por aí também usam desta mesma técnica… please?

Acontece que, nessa busca maluca para acalmar a mente, eu acabei parando na gravidez da Tina. Eu acho que nunca tinha feito uma retrospectiva mental tão linda (palmas para mim). CARACAS, como foi lindo todo este processo! Eu acho que de tudo que eu e o Welison programamos na nossa vida de casados esta foi a programação mais bem feita e sem muita cobrança.

Quando eu comecei a criar na minha cabeça a ideia de engravidar eu não parei de pesquisar e nem de orar por um dia sequer. Eu tinha muita sede do assunto e imagina como seria este momento. Na verdade eu não via a hora de acontecer e quando decidimos que Deus tinha preparado o tempo e nem conseguia acreditar que ia acontecer.

Não demorou nada para engravidarmos, na verdade eu nem me lembro de dizer: Ok agora é valendo, estamos tentando. Quando fui ver eu estava grávida!

A gestão pode ser resumida na sequencia abaixo:

Passei mal,
passei muito mal,
Passei muito, muito, mal…
…e quando vi já estava com quase 6 meses.

Durante estes 6 meses eu me perguntava: Por que mesmo eu quis engravidar? Quem em sã consciência decide passar por isso e passar tão mal? Por favor, não me deixem querer uma segunda gravidez.  Eu não vivi durante 5 meses, e eu estou falando muito sério! Eu não conseguia ter conexão alguma com o bebê na barriga, não conversava com ela eu só tinha tempo para passar mal. Da hora que eu acordava até a hora em que eu ia me deitar.

Quando o enjoo finalmente passou eu ressurgi das cinzas hahahahaha, foi como se o meu dia tivesse cor novamente. Eu estava num pique tão grande que nem eu conseguia acreditar. Não senti dor nas costas, não senti cansaço, eu não fiquei inchada e eu não nada de ruim… estava vivendo um mundo encantado e colorido (finalmente).

Tive o porto que eu queria, como eu queria, no hospital que eu queria. Senti um amor tão grande logo de cara, me dava vontade de chorar de tanto amor. Me lembro que na primeira noite no hospital eu olhei para ela, chorei e agradeci a Deus pela oportunidade de ter uma filha e uma linda família,

Mas eu preciso confessar que as pessoas falavam que depois eu esqueceria os 6 meses terríveis e que ia querer engravidar sem nem levar em consideração este momento ruim. Não, não é bem assim! Eu sei bem o que foi este tempo e tenho que dizer que morro de medo de passar por isso de novo em uma segunda gravidez.

E aí que quando eu percebi estava aqui escrevendo e  tranquila em repassar estes momentos na minha cabeça! Cheguei a pensar em não publicar afinal… quem está interessada no meu momento de desordem mental. Mas me convenci de que um blog também é para isso e que me fez dizer coisas que talvez eu não conseguiria dizer para ninguém, por mais simples que todas esta história pareça.

Se eu te ajudei em alguma coisa por aí, que bom! :)

 

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